Briquedo…

Ele chama a atenção. E parece de brinquedo. Foi exatamente por essas razões que fiquei instigada a saber o que, então, esse novo Uno tinha a oferecer. O que poderia ser tão diferente daquele bom e velho Mille que tive há anos. Em primeiro lugar, se você deseja simplesmente comprar um carro novo e desfilar por aí sem nenhum alarde, esqueça a versão no tom amarelo marca-texto. Ninguém fica indiferente a cor divertida dessa leva da Fiat. Eu, que sempre tive carros 1.0, nunca tinha visto um básico fazer tanto sucesso perante aquelas picapes de luxo imponentes por aí. Todo mundo para e olha o tal novo Uno. Ainda mais na terça em que dirigi o carro, dia da estreia do Brasil na Copa, naquele clima verde-e-amarelo, passar despercebida pelas ruas da Pompeia foi impossível, de criança que mostrava a novidade para os pais a adolescentes em frente à faculdade apontando para aquele ponto luminoso na rua. É. Ele teve até direito ao som da vuvuzela quando passou…

O design e, principalmente, essa cor inusitada, que sai daqueles tons prata-preto das ruas, me encantaram. E não lembra em nada sua versão toda quadrada. Dentro, ele é o próprio carrinho da coleção hot wheels do meu filho. Apesar de ser mais alto que meu carro atual – um Clio 1.0 16V – o espaço atrás é menor. Com o booster (aquele assento de elevação para crianças) e o banco um pouco para trás, de modo que fique confortável para quem anda na frente, meu filho ficou com as pernas bem apertadas no banco. O painel, oval, deixa o carro com um ar jovem e moderno, mas aquele acabamento de plástico restante e, inclusive, das portas e tampa do porta-malas me lembraram o bate-bate que ouvia no meu Uno depois de um tempo de uso. Outro detalhe não muda: a visão da frente do carro poderia ser melhor se os bancos fossem um pouco mais altos (e olha que não sou tão baixa assim…). Por outro lado, o câmbio e direção hidráulica fazem toda a diferença na hora de dirigir e… estacionar! Meu Clio ficou para trás. O novo Uno é todo “justinho”, tem um motor silencioso e manda bem até nas subidas de Perdizes, que já me fizeram vergonha com alguns 1.0 que passaram por mim.

Juro que quando peguei a chave nas mãos torci muito para que ele andasse melhor que o meu carro. Mas não foi o que aconteceu. Apesar de ser mais potente que os Unos que tive, falta fôlego em alguns momentos, e o 16V que tenho hoje faz toda a diferença e, por isso, pode ter postergado, por ora, a minha troca de carro, até que, com algumas outras voltas por aí com o novo Uno, eu me convença de que ele é bem mais que simplesmente um modelo bonito.

___________________________________________

AVISO: Matéria feita e exibida pela equipe do revistaautoesporte.globo.com

Anúncios

Deixe um comentário

Nenhum comentário ainda.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s